Esta exposta, foi encontrada no Castelo de San Leo, próximo a Rímini, na Itália.
O Castelo era um cárcere do Papa até 1848 e nele morreu o célebre mago Caliostro,
que com os seus poderes extraordinários conquistou todas as cortes reinantes da Europa.
A cadeira tem 1606 pontas de madeira e 23 de ferro.
Cavalete
O condenado era colocado deitado com as costas sobre o bloco de madeira com a borda
cortante, as mãos fixadas em dois furos e os pés em anéis de ferro. Nesta posição
(atroz para si mesma, se pensarmos que o peso do corpo pesava sobre a borda cortante),
era procedido o suplício da água. O carníficie, mantendo fechadas as narinas da vítima,
introduzia na sua boca, através de um funil, uma enorme quantidade de água: dada a posição,
o infeliz corria o risco de sufocar, mas o pior era quando o carníficie e os seus ajudantes pulavam
sobre o ventre, provocando a saída da água, então, se repetia a operação, até ao rompimento
de vasos sanguíneos internos, com uma inevitável hemorragia que colocava fim ao suplício.
Outro sistema de tortura que usava o cavalete, reservado às suspeitas de bruxarias,
era aquele do “fio de água”. A imputada era colocada nua sob um finíssimo jato de água gelada
e deixada nesta posição por 30 a 40 horas. Este suplício era chamado “gota tártara”
porque foi inventada na Rússia (país que sempre privilegiou os sistemas de tortura lentos e refinados).
Esmaga Cabeça
Este instrumento, do qual se tem notícia já na Idade Média, parece que gozava de boa
estima especialmente na Alemanha do Norte. O seu funcionamento é muito simples:
o queixo da vítima era colocado sobre a barra inferior, depois a calota era abaixada por
rosqueamento sobre sua cabeça. Primeiro despedaçavam-se os alvéolos dentais,
depois as mandíbulas, quando advinha a saída da massa cerebral pela caixa craniana.
Com o passar do tempo, este instrumento perde sua função de matar e assume aquela
inquisitória, ou de tortura. Em alguns países da América Latina, um instrumento muito
similar a este é usado ainda hoje. A diferença é que a calota e a barra são protegidas
por materiais macios, que evitam marcas visíveis na pele, mas fazem a vítima confessar
após poucos giros da rosca.
Forquilha do herege
Ao herege era reservado um tratamento diferente daquele aos condenados comuns,
visto que o objetivo era de salvar sua alma mesmo em ponto de morte. A Inquisição
na Espanha representava a fase aguda do processo acusatório contra a heresia e tocou
vértices de extrema crueldade. Todos estes instrumentos de tortura não era, senão que
a antecâmara da condenação capital. Era encaixada abaixo do queixo e sobre a parte alta
do tórax, e presa com um colar no pescoço. As pontas penetravam na carne com tormentos
muito fortes. Esta tortura era muito comum de 1200 – 1600.
Não era usada para obter confissões, mas era considerada uma penitência antes da
morte, à qual o herege, sem escapatória, era destinado.
Guilhotina
A Revolução Francesa apaga todos os rastros da tortura, mas deixa em pé o
patíbulo. “A única árvore que, como disse Victor Hugo, as revoluções não conseguem
desarraigar”. O inventor é um filantropo, o Dr. Ignace Guillotin. Em duas intervenções,
na Assembléia de 9 de outubro e 1 de dezembro de 1789, ele propôs( em seis artigos),
que os crimes de mesma natureza fossem punidos com o mesmo tipo de pena, independente
da classe social. Em 3 de julho de 1791, a Assembléia sancionou: “Todas as pessoas
condenadas a pena de morte, terão a cabeça cortada”. Um ano depois, iniciou-se a utilização
da guilhotina. O primeiro instrumento degolador é fabricado pelo Sr. Tobias Schimidt,
construtor de violinos, sob desenho projetado e aconselhado pelo Dr. Lovis, secretario
da Academia dos Cirúrgicos. Depois de vários experimentos executados em cadáveres,
em 25 de abril de 1792, na Praça da Greve, em Paris, aconteceu a inauguração da
guilhotina. Primeira vítima: Nicola Giacomo Pellettieri. Carrasco: Charles Henry Sansom,
o mesmo que decapitaria, em seguida, Luiz XVI.
Mesa de Evisceração
Sobre a mesa de evisceração, ou “esquartejamento manual”, o condenado era colocado
deitado, preso pelas juntas e eviscerado vivo pelo carrasco. A tortura era executada do
seguinte modo: o carrasco abria o estômago com uma lâmina. Então prendia com
pequenos ganchos as vísceras e, com uma roda, lentamente puxava os ganchos
e as partes presas saíam do corpo até que, após muitas horas, chegasse a morte.
Pêndulo
A luxação ou deslocamento do ombro era um dos tantos suplícios preliminares a tortura
propriamente ditas. Entre estas, o Pêndulo era o mais simples e eficaz. Era a tortura
mais comum na Idade Média. Todos os tribunais ou castelos eram dotados do pêndulo.
Em todos os impressos e quadros que reproduzem momentos de interrogatório nos
locais secretos de inquisição dos tribunais pode-se notar o Pêndulo. A vitima era pendurada
pelos braços a uma corda e levantado do chão.
Tronco
Existia nos locais de mercado e feira, ou na entrada das cidades. Era um instrumento
considerada obrigatório na Idade Média, em quase todas as regiões da Europa.
Este e outros instrumentos, como a máscara de infâmia, fazem parte de uma série
de punições corporais, que devia constituir uma punição para a vítima e um exemplo
para os outros. Tratavam-se de penas ou castigos que tinham um objetivo bem preciso:
não impunham por impor, mas para defender a comunidade contra as intempéries dos irregulares.
Condenadas à Fogueira (Bessonov Nicolay) (1989-1990)
Esta horrível forma de execução era levada a cabo com a ajuda de um enorme caldeirão
que poderia estar cheio de água, azeite ou mesmo sebo. A vítima seria então introduzida
no caldeirão que seria depois aquecido com a ajuda de uma enorme fogueira.
Um método alternativo seria a utilização de um recipiente mais raso e menos profundo
que o caldeirão. Estando a vítima parcialmente imersa, esta seria literalmente frita
em lume brando até à morte.
Morte na Fogueira
A execução na fogueira tem uma longa história como forma de punir a traição ao rei,
heresia e casos de bruxaria principalmente nos tempos da Inquisição. Na idade média
era comum serem executados na fogueira vários condenados simultaneamente.
Actualmente ainda se regista a prática deste método de execução em países como
a Índia e o Quénia bem como no continente africano.
Este terrível suplício era feito numa mesa sobre a qual havia uma roldana e um sistema
de cordas e pequenos ganchos. O carrasco abria o ventre da vítima, que se encontrava
amarrada sobre a tábua de maneira a não poder debater-se, em seguida introduzia os
ganchos na abertura prendendo-os firmemente às entranhas do condenado.
Ao manipular a roldana, as entranhas da vítima eram lentamente puxadas para fora,
com ela ainda viva. Esta agonia podia prolongar-se por horas e até dias. Quanto mais tempo
demorasse a morte, ou seja, quanto mais o condenado sofresse, maior seria
considerada a perícia do verdugo.
Estrangulamento de Marianna de Karvajal – Litografia (século XIX)
Execução pela Espada
A execução pela espada é entretenimento público desde a idade média, sendo
ainda hoje praticada em alguns páises. Era necessária uma longa aprendizagem para
adquirir a perícia necessária para obter a decapitação com um só golpe, coisa que
a multidão muito apreciava. Os carrascos mantinham-se “em forma” treinando em
animais ou em espantalhos. A decapitação, pena suave quando comparada com outros
“métodos”, estava reservada apenas para a nobreza e pessoas importantes. Os plebeus
caso fossem condenados à morte enfrantavam outras formas de execução que garantiam
uma agonia mais prolongada. O condenado deveria manter-se erecto, enquanto
o executor efectuava um movimento horizontal com a espada ceifando o pescoço.
O Esmaga Cabeças
Este instrumento tipicamente medieval consistia num capacete e numa barra onde
se apoiava o queixo da vítima. Seguidamente utilizava-se um parafuso que ia apertando
o capacete comprimindo assim a cabeça na vertical.
O resultado era terrífico: os alvéolos dentários eram destruídos, depois as mandíbulas
e caso a tortura não cessasse, os olhos saltavam das órbitas e o cérebro
sairia pelo crânio despedaçado.
Breast Torture (Tortura dos seios)
Nos tempos da Inquisição, as mulheres acusadas de bruxaria sofriam por vezes a chamada
tortura dos peitos. Esta tortura consistia em pressionar os peitos das suspeitas, utilizando-se
para o efeito duas tábuas que frequentemente estavam cobertas de espetos,
provocando grande agonia na vítima.
O Strappado
O Strappado também conhecido como pêndulo era uma das formas mais fáceis e logo mais
usadas de tortura na Idade Média. Tudo o que era necessário era uma corda e uma viga robusta.
Os pulsos da vítima eram amarrados atrás das costas e a corda passada por cima da viga.
Ela era então repetidamente içada e largada causando grande dor, processo este que terminaria
na deslocação dos ombros.
Acredita-se que Maquiavel foi sujeito a este tipo de tortura aquando da sua prisão em 1513.
Empalamento
Este é sem dúvida uns dos mais revoltantes castigos jamais idealizados pelo homem.
Consistia em espetar uma estaca afiada no corpo da vítima. A penetração
podia ser pelos lados, pelo recto, ou até pela boca. A estaca normalmente
seria plantada no chão, deixando a vítima em agonia suspensa à espera da morte.
Em algumas formas de empalamento, a estaca seria inserida a fim de evitar morte
imediata, e seria inserida de forma a prevenir a perda de sangue, estendendo
a agonia da vítima durante longas horas quando não dias. Um meio de alcançar
esta morte gradual seria inserir a estaca pelo ânus no corpo da vítima deixando-a
perfurar lentamente e procurando evitar o coração prolongando assim o sofrimento.
Este tipo de tortura foi vastamente utilizada por diversas civilizações no mundo inteiro,
sobretudo na arábia e europa. Os assírios da antiguidade, conhecidos por inventarem
diversos métodos de tortura dos mais cruéis, séculos antes de Cristo, empalavam
os inimigos derrotados em guerras e civis que cometiam certos crimes. Diz a lenda
que Assurbanípal, monarca assírio das antiguidades, gostava de assistir a sessões de
empalamento enquanto fazia as refeições.
Update 1: Este horrível método de execução marca presença no filme Cannibal Holocaust.
Ficam aqui duas imagens da cena:
As Botas
As botas eram um instrumento de tortura e interrogatório concebido para esmagar
os pés e as pernas. Assumiram muitas formas em vários lugares ao longo dos tempos.
Variedades comuns incluem a bota espanhola e a bota malaia. As vítimas quando
não eram executadas em seguida ficavam com sequelas para toda a vida.
Consistiam em cunhas que assentavam as pernas dos tornozelos aos joelhos.
O torturador usava um pesado martelo para bater as cunhas, apertando-as cada vez mais.
Em cada pancada, o inquisidor repetia a pergunta. As cunhas dilaceravam a carne
e esmagavam os osso, às vezes tão completamente que era impossível para a vítima
voltar a andar, ficando com as pernas completamente desfeitas.
Uma variante desta forma de tortura é a chamada “Bota espanhola”, então usada na
Inquisição naquele país. Era um invólucro de ferro para as perna e pés. Um parafuso
ou manivela seria usado para o comprimir cada vez mais.
A bota espanhola era ainda frequentemente aquecida antes ou durante a sua aplicação,
aumentando consideravelmente o sofrimento imposto à vítima.
Limpeza da Alma (Tortura pela Água)
Nos países católicos na idade média, existia a crença que a alma dos hereges e das
bruxas estava corrompida e possuida pelo diabo. Optava-se então pela limpeza da alma
antes do castigo (que seria a morte). A vítima seria amarrada a um banco ou mesa,
e um funil ou algo semelhante seria introduzido na sua boca sendo então obrigada a
ingerir vários líquidos a ferver: água a escaldar, fachos escaldantes, até mesmo sabão.
A tortura pela água, era a consequência que um suspeito sofria caso não confessasse
num interrogatório. Ele seria obrigado a ingerir grandes quantidades de água até o
seu estômago atingir enormes proporções, causando grande agonia, até confessar,
ou então eventualmente até a água atingir os pulmões acabando por o afogar.
The Rack (O Banco da Tortura)
Nenhuma câmara de tortura estaria completa sem este instrumento. Conhecido por vários
nomes: os romanos chamavam “equuleus” (cavalo jovem); os franceses de “Banc de Tortura”,
os espanhóis “escalera” (escada), Alemanha tratava-o como “Folter” (armação) ou “Liesel de
Schlimme” (Eliza temeroso), os italianos nomearam-no “La Veglia” e o apelido britânico era
“o Duque de Filha do Exeter”. Qualquer que fosse o nome, era um artifício temível que quebrou
incontáveis prisioneiros. A ideia básica da prateleira pode ter tido origem na lenda grega do
gigante bandido Procrustes . Segundo a lenda ele tinha uma cama de ferro do tamanho exacto
de cada convidado. Depois de atrair os incautos viajantes, ele os deitaria na cama e esticavá-os
até que coubessem. Isto era um meio popular muito simples de conseguir uma confissão.
A vítima era amarrada através de uma tábua pelos seus tornozelos e pulsos. Os cilindros
nos topos da tábua seriam então rodados puxando o corpo em direções opostas o que resultava
em graves, e muitas vezes irreversíveis lesões nas rótulas e ossos.
O Cinto de Castidade
A utilização do cinto de castidade remonta ao ano de 1400, quando aparece em Itália sob
Francesco II de Carrara. Foi principalmente usado em Itália, mas depressa se espalha por
toda a Europa, Portugal incluído. Sempre existiram interpretações diferentes sobre o seu
possível uso. Alguns historiadores declaram mesmo que o cinto de castidade não era um
instrumento que tinha por objectivo inflingir sofrimento, antes pelo contrário, seria um artifício
destinado a prevenir as mulheres, por exemplo quando seu marido estava ausente durante muito
tempo, (situação muito frequente na época dos Descobrimentos) do possível risco de violação.
Como alguns cintos de castidade eram feitos de materiais preciosos (prata por exemplo),
alguns historiadores afirmam que eles seriam dados a mulheres como para um presente
dos seus maridos ou amantes para encorajá-las a serem fíeis.
A Forquilha dos Hereges
Este instrumento era composto de dois pequenos garfos , um oposto ao outro e as pontas tocando
na carne, uma sob o queixo e a outra sobre o peito. Um colarinho pequeno apoiava o instrumento
prevenindo assim qualquer movimento da vítima. Os garfos estavam colocados de forma
a não penetrar em pontos vitais, prolongando assim o sofrimento da vítima antes da morte.
Obviamente, as mãos da vítima estariam amarradas atrás das costas, impedindo assim qualquer
tentativa de resistência. Bastante usado nos tempos da Inquisição para incitar a confissão
real ou imaginária de heresias, a forquilha sempre inspirou medo entre as suas vítimas.
A Máscara da Infâmia
A máscara de infâmia proporciona simultaneamente dois diferentes tormentos: um espiritual
e um físico. As vítimas eram ao mesmo tempo vítimas de humilhação pública e fisicamente torturadas.
As máscaras por vezes tinham artifícios interiores, tal como uma bola, ou lâmina que era forçada
no nariz ou na boca da vítima, impedindo-a assim de gritar ou chorar. Se a vítima tentasse gritar
os protestar a sua língua seria dilacerada pelas lâminas e espetos da máscara.
A máscara com orelhas longas representava uma pessoa ridícula, enquanto o com uma máscara
com focinho de porco simbolizava o animal que considerava bastante sujo.
A Pata do Gato
Este instrumento muito parecido com uma pata de gato de garras afiadas e muito longas
foi brutalmente utilizado para rasgar a carne da vítima em farrapos.
Por causa da dimensão das garras, músculos e ossos não eram obstáculo nesta bárbara
tortura. A pata do gato era naturalmente usada com as vítimas amarradas nas mãos e nos pés.
A Cadeira Inquisicional
Todas tinham uma característica em comum: eram cobertas de espetos afiados no assento,
nas costas, nos braços, nas pernas e nos pés. Era um instrumento básico no arsenal dos inquisidores.
É fácil de compreender o efeito das pontas perfurando o corpo da vítima, sendo que esta estava
imobilizada por um sistema de barra de parafuso que a impedia de se mexer fazendo com que
os espetos penetrassem mais profundamente. O assento frequentemente feito de ferro podia
ser aquecido. Estas inovações foram usadas na Alemanha até ao século XIX, em Itália e em
Espanha até o fim do século XVIII, em França e noutros países europeus centrais, de acordo
com certas fontes até ao fim do século XIX também. A força deste instrumento reside
principalmente no terror psicológico que causa e a ameaça que a tortura piorará crescentemente,
adopta um modelo onde a dor começa “fácil” e então piora progressivamente. A ideia
é que o Inquisidor pode interrompê-lo a qualquer momento, mediante a avaliação
visual dos ferimentos infligidos.
A Pêra
O seu nome provém da sua forma. Este instrumento tem um mecanismo de parafuso que progressivamente
se vai expandido até à abertura máxima dos dois ou três elementos de que é feito.
A pêra era então forçada na boca ou recto das vítimas masculinas e na vagina das vítimas femininas.
A pêra rectal, vaginal ou oral foi infligida nas pessoas suspeitas de sodomia, em mulheres suspeitas
de adultério e nas pessoas suspeitas de incesto ou “união sexual com Satã”, era também foi infligida
em pregadores heréticos ou blasfemos. Esta tortura tem implícita em si a ideia de infligir o castigo
que era oposto ao tipo de crime que a pessoa tinha cometido. Os usos diferentes da pêra oral,
anal ou vaginal normalmente eram determinados pelo suposto crime. Um acusado de praticar
actos homossexuais seria torturado analmente. Uma bruxa ou um blasfemo receberia a pêra oral.
De acordo com o livro “Torture Instruments: From the Middle Ages to the Industrial Era” a pêra
tinha os seguintes efeitos: São forçados na boca, recto ou vagina da vítima e aí aberta por força
do parafuso até à abertura máxima dos segmentos. O interior da cavidade em questão é
irremediavelmente mutilado, quase sempre fatalmente. Os dentes pontiagudos no final dos
segmentos servem para melhor rasgar a garganta, os intestinos ou o útero.
O Garrote
Este mecanismo foi melhorado em Espanha onde se tornou um instrumento oficial de pena de morte
e permaneceu em uso até 1975, quando a última pessoa executada foi um jovem estudante que
veio mais tarde a ser declarado inocente.
Este instrumento tem origens muito antigas. Originalmente foi feito com um enorme barrote
enterrado no chão e uma corda amarrada que servia para virar o pescoço da vítima.
Este tipo de tortura foi usado no mundo inteiro. A versão espanhola foi aperfeiçoada para este
instrumento ser utilizado para execução. Teve um colarinho de ferro que possuia um ferro
que penetrava as vértebras cervicais de maneira à vitíma morrer ou por asfixia ou devido
a ter a espinha dorsal esmagada.
Nesta imagem podemos ver uma espécie de garrote moderno, utilizado num filme do James Bond.
O Serrote
Este instrumento foi utilizado um pouco por toda a Europa na Idade Média. O serrote serviu para punir os mais
variados crimes ( bruxaria, desobediência militar, rebelião, homossexualidade,…) provavelmente porque
seria encontrado facilmente e garantia uma execução rápida.Como podemos ver nas gravuras da época,
a vítima era atada pelos pés de cabeça para baixo de modo a obter a máxima oxigenação cerebral e
atrasar a inevitável perda de sangue, deste modo ela só perdia a consciência quando a serra lha atingisse
o umbigo, ou às vezes até o peito. Em Espanha o serrote foi um meio de execução até meados do século XVIII.